Bancos, financeiras e associações passaram a pedir uma selfie no momento da contratação pelo celular. Nos processos, essa foto aparece como prova de que o titular estava presente. A pergunta técnica é se a imagem foi capturada naquele momento, pela própria pessoa, ou se poderia ter sido obtida antes.
O que é prova de vida
Prova de vida, ou liveness, é a verificação de que a câmera está diante de uma pessoa real e presente, e não de uma foto impressa, de uma tela ou de um vídeo. Ela pode pedir movimentos (virar o rosto, piscar), usar sensores de profundidade ou analisar características da imagem. Sem esse controle, uma foto antiga da pessoa pode ser usada para contratar em nome dela.
O que torna uma selfie confiável
- Várias capturas, de ângulos diferentes, durante o mesmo processo
- Registro de que houve verificação de vivacidade e do resultado dela
- Comparação biométrica com a foto do documento de identidade
- Arquivo original com metadados de data e hora, e não apenas a imagem colada em um PDF
- Vínculo entre a captura, o aparelho usado e o momento da assinatura
Sinais que a perícia observa
Além dos controles, o perito examina a própria imagem: distância entre rosto e câmera, postura compatível com um autorretrato, enquadramento e fundo. Imagens que parecem fotos tiradas por outra pessoa, ou capturadas em outro contexto, são registradas no laudo como pontos que o dossiê não esclarece.
Em resumo
A selfie, sozinha, raramente basta. Com prova de vida documentada e os demais registros da contratação, pode ser uma prova forte. Sem eles, o laudo aponta a lacuna. Veja a perícia em contratação digital e a perícia em descontos associativos no INSS.